O Castelo

Como um dragão que guarda seus tesouros do mundo, imaginando o que poderia fazer se os usasse, mesmo sabendo que nunca o fará, guardo aqui minhas quimeras, minhas letras, que para mim tem alto e caro valor. Guardo-as, mesmo que um qualquer possa visualizá-las, ainda assim são minhas palavras e, como tais, as guardarei. Este é o meu espaço, este é o meu castelo.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O dia não promete.

Uma tarde ociosa seguida de trabalho braçal e uma Polar para afiar as ideias. Esse foi o meu dia até agora. Não ter perspectiva para a segunda metade do dia (depois de não ter feito nada na primeira) já é rotina. Penso em ligar para alguém e, nessa hora, descubro como a minha lista telefônica é curta. Olho a lista de chat do Facebook e, sem surpresas, constato que, pelo menos, metade deles são conhecidos de jogos em flash (que, na verdade, eu não conheço). Esse é o ponto em que paro de protelar e sento para escrever. A trilha é o novo disco do Nenhum de Nós (apenas duas músicas, para ser sincero).
Isso tudo não é exclusividade do hoje, ontem mesmo experimentei um fenômeno curioso que reflete o estágio terminal da falta do que fazer: abri o navegador da internet para perceber que nada tinha a fazer nele. Fechei. Sem perceber, abri de novo. Assim, o processo se repete. Pelo menos oito vezes. É uma pena que as coisas que me deixam satisfeito comecem na mesma época que as que mais lamento ter que fazer.
Depois de três dias sóbrio (que acabei de quebrar), percebo que a atividade menos danosa para a minha cabeça (mesmo que não seja para meu estômago ou meu fígado) é beber. Agora me resta esperar até que as três horas sentado em uma sala de aula ouvindo um professor (de radialismo!) gago e sem dicção dizendo que física é mais interessante que história acabarem (embora eu muito provavelmente vá ler do início ao fim da aula; Morto Até o Anoitecer - Charlaine Harris, para quem quiser saber). Passado isso, talvez eu beba, talvez volte para casa. O certo é que o dia não promete.

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